A História Mais Tensa de Venda de Um Veículo! (Pelo menos pra nós…)

Vamos contar um pouco como uma simples venda de veículo pode se tornar uma confusão quando não prestamos atenção nos detalhes. Essa história, talvez a mais tensa venda de veículo que já fizemos, mostra o quão importante é insistir mesmo quando tudo parece dar errado!

Numa sexta-feira de janeiro recebemos a visita de interessados num Peugeot 207 que estávamos vendendo. Os potenciais compradores eram um pai com seu filho. Eles tiveram perda total no carro que tinham e estavam recebendo o dinheiro do seguro para comprar outro carro.

Nosso Peugeot estava impecável e logo que viram já decidiram comprar. O problema era que eles receberiam o dinheiro do seguro na segunda e pediram para a gente segurar o carro. Como vimos que realmente queriam levar o 207, seguramos para eles durante o fim de semana. Na segunda-feira seguinte eles nos ligam avisando que a seguradora ainda não havia depositado os valores… Lamentamos, mas não iríamos segurar o carro se outro comprador aparecesse.

A semana foi passando e na quinta-feira recebemos outro potencial comprador no nosso querido veículo, dessa vez o sujeito iria financiar. Demos os documentos para a financeira dele e o crédito iria ser aprovado no dia seguinte.

Ufa, pensamos, vendemos o carro!

Na manhã da sexta-feira recebemos a ligação do pai do rapaz que tinha recebido o dinheiro do seguro e estava pronto para nos pagar! O que é que a gente iria dizer? Será que valia a pena descartá-lo porque já tínhamos outro comprador? E se desse errado com o cara da financeira?

Esse é o melhor tipo de problema: excesso de clientes!

Falamos que estava tudo de pé e que venderíamos o carro pra ele na segunda. Se desse errado com o cara que queria financiar, a gente teria outro comprador! Isso é sacanagem? Achamos que não, afinal, não tínhamos assinado nada e muito menos recebido a grana.

Dica: você só vendeu o veículo depois que assinou a transferência e recebeu o pagamento! Um comprador que te diz que o negócio está “fechado” não vale muito…

Foi aí que apareceu o sujeito do financiamento (o segundo comprador) com uma história esquisita de que ele queria pegar o carro antes da gente receber, sem assinar o documento e dando um cheque de garantia… Óbvio que não aceitamos: aqui é paga e leva, e não o contrário.

Ligamos para o primeiro comprador e falamos que levaríamos o carro naquele mesmo dia, sexta-feira! Ele morava numa cidadezinha do interior de São Paulo a 100km da nossa casa. Era 14:30, chegaríamos às 15:30 e o banco fechava às 16:00! Horário apertadíssimo! E ele topou.

 

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Chegamos em frente à casa dele às 15:40, vinte minutos antes de fechar o banco… Para ganhar tempo, ele pediu para a mãe ir para a agência e já fazer o depósito. Enquanto isso fomos no cartório assinar a papelada.

16:05 e a mãe do rapaz aparece com o recibo da transferência. Por precaução, ficamos checando no celular se o depósito aparecia na conta antes de assinar o recibo no cartório… Esperamos cinco, dez, quinze, vinte minutos e nada…

16:30 e o rapaz ficando ofendido porque a gente estava desconfiando e não terminava de assinar a transferência no cartório… Foi aí que fomos checar o recibo e tinha um dígito errado. A caixa do banco provavelmente errou na hora de digitar nossa conta e o banco já estava fechado…

Desistimos?

Não! 

Corremos na agência e batemos no vidro até que uma gerente apareceu para entender porque estávamos tão nervosos. Explicamos a situação e, por pura gentileza e compreensão da nossa situação, ela topou fazer novamente o TED (transferência entre bancos) se a gente levasse o cartão da conta. Detalhe: eram 16:40, o cartão era da irmã do rapaz, quem sabia a senha era a mãe dele e o cartório fechava às 17:00.

Dessa vez estávamos f$&%#&didos…

Mas somos brasileiros e não desistimos nunca (o que a gente não faz pra receber uma grana?!). Ligamos para a mãe do rapaz e pedimos pra ela vir na agência. Um de nós ficou no cartório para completar a assinatura do documento de transferência enquanto outro foi buscar o cartão do banco na casa da irmã do rapaz!

Foi uma baita correria, atravessamos a cidade acelerando com tudo! Lombadas não existiam, a gente passava com tudo! O rapaz que estava comprando o carro agarrou o “puta que pariu” e suscitava “Ó senhor!”…

Acredite ou não, chegamos no banco 16:55. Para completar a “cereja do bolo”, a mãe do rapaz que era a única a saber a senha ficou nervosa, errou a senha 3 vezes e bloqueou o cartão.

Quando você insiste nos seus objetivos, seja lá o que for, o universo conspira a seu favor. A gerente, comovida com toda a situação, mexeu seus pauzinhos e aprovou o TED sem a senha…

Finalmente acabou?!

Não!

Faltou o cartório! Às 16:57 recebemos o recibo do caixa e autorizamos a transferência no cartório por telefone…

Pronto, carro transferido e dinheiro na conta corrente!

Ufa! Chega de surpresas nessa história.

Problemas cabeludos como esse sempre aparecem, mas você nunca pode desistir. A gente teve todos os motivos para deixar para outro dia e perder a viagem, mas enquanto existia uma pequena chance de dar certo, a gente apostou tudo e conseguiu.

Talvez se a gente voltasse para casa e negociasse na segunda-feira seguinte, tudo seria mais tranquilo. Mas talvez o comprador desistisse durante o fim de semana… Seja porque encontrou outro carro, seja por causa do stress da compra.

Desistir é para os fracos, preferimos arriscar e tentar fazer dar certo. Esperamos que vocês tenham o mesmo espírito!

Abraços e até a próxima!

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